A disseminação do novo coronavírus colocou a luz ultravioleta em destaque como um alternativa para esterilização de ambientes e superfícies. A técnica é usada há pelo menos um século, mas seu alcance é limitado e o contato direto com pessoas, animais e plantas é prejudicial. Existem diferentes tipos de radiação ultravioleta, divididos de acordo com o comprimento de onda com o qual viajam pelo ambiente, que está na ordem de nanômetros. Segundo o professor do Instituto de Física da Unicamp, Mario Bernal, alguns desses raios são mais eficientes na eliminação de germes. Ao interagir com o material genético de um vírus ou uma bactéria, a radiação causa um dano que impede o microrganismo de se reproduzir ou se multiplicar, no caso dos vírus, que dependem das células de um hospedeiro para fazer a replicação de seu material genético (RNA ou DNA). Assim, o microrganismo fica inativo e não consegue dar início à infecção.
por Redação